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D.Pedro IV

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A estátua do rei D. Pedro IV, heroi do nosso liberalismo, foi erguida no meio do antigo e cívico Rossio da capital, concretizando uma ideia que vinha desde a Revolução Liberal de 1820. Após, um outro monumento frustrado, em 1851, foi aprovado um projecto-lei, em 1862, vindo a abrir-se concurso internacional, dois anos mais tarde, do qual saíu vencedor da exposição pública um projecto parisiense.

Em 1867, tendo sido encarregue da direcção o mestre canteiro Germano José de Salles, começou a ser levantado um eclético monumento de pedra, segundo o risco do arquitecto Gabriel Davioud, colocando-se uma alta coluna, sob um envazamento, rodeada pelas esculturas da Prudência, Justiça, Força e Moderação, figuras alegóricas às virtudes do monarca; pelos baixos-relevos com os escudos das principais cidades do reino e as figuras da Fama; finalmente, coroando-a, a estátua régia, segurando a Constituição na mão, do escultor Elias Robert, que veio fundida em bronze das oficinas de Barbedienne. Foi solenemente inaugurado, a 29 de Abril de 1870, dando início a um programa de festejos nacionais.

 

porto

Estátua de bronze, representando o Imperador a cavalo. Na sua mão direita está a «Carta Constitucional».

Da autoria de Célestin Anatole Calmels (escultura) e de Joaquim da Costa Lima (arquitectura), esta obra foi realizada entre 1862 e 1866, tendo sido inaugurada em Outubro de 1866. O monumento compõe-se de uma base sobre a qual assenta um pedestal com duas faces, uma relativa à entrega do coração aos representantes do Porto, outra representando o desembarque no Mindelo; a estátua que assenta num pedestal e que representa D.Pedro a oferecer a carta constitucional à Cidade, foi fundida na Bélgica .